Um passeio proveitoso no entorno da Lua
Eis aí um passo para o ser humano descobrir a sua origem e como chegar a ela, utilizando a metodologia mais natural possível, em discussão o raciocínio lógico, hipóteses e teses. Astronautas passeiam no espaço sideral
O fato aconteceu
e, portanto, não é ficção nem loucura da imaginação. Estava dormindo e acordei.
Acordei mesmo, porque fui ao banheiro, acendi a luz, fiz qualquer coisa e
retornei. Perdi o sono e fiquei de olhos arregalados. Aí, tudo se desenrolou da
maneira mais natural possível. Para que a memória registrasse, eis a data:
madrugada de 11 para 12 de março de 2009, em Itabira.
Extraterrestres
chegaram e me pegaram gentilmente pelos
braços. Não ofereci resistência e os acompanhei. Fui convidado s entrar numa
nave espacial de alto conforto e de beleza indizível. Brilhava uma espécie de
metal em todos os pontos. Salas de estar, quarto de repouso, biblioteca,
varanda panorâmica. Só não vi nem banheiro nem cozinha. Nem havia cascata e
filhote de jacaré. As palavras fluíam de todos os lados, parece que ditas pelo
ambiente e não por línguas. Fui levado a acreditar que dos lábios não saíam
sílabas, elas sequer se mexiam.
Apresentaram-me
o espaço sideral. Milhões de estrelas, astros, planetas, alguns piscavam outros
mantinham as luzes incandescentes e ofuscantes. Incontáveis ou infinitos, entre
os quais identifiquei, imediatamente, Saturno e seus anéis. Todos os planetas
são habitáveis, a informação era dada pelos ETs: “Viver é uma condição natural,
não há morte nem o não-viver”.
Aí, a minha
primeira matutagem: vez por outra, a ciência se preocupa com os planetas e a
gente vê notícias nos jornais, as quais especulam a vida em Marte, por
exemplo”. Se viver é um estado constante, permanente, natural, há vida em toda
a parte. Para ilustrar melhor, anotei um trecho da fala alienígena : “O nada
não existe”. Já tinha ouvido outros habitantes de mundos afastados dizerem tal
frase. A ciência humana dança mais uma vez nesta questão.
Fiz incontáveis
perguntas sobre o Sol e a Lua, pelos quais passávamos a diversas vezes naquele
passeio intercósmico. São componentes do Universo ligados à vida na Terra. Sem
a luz do Sol e sem as fases da Lua o homem não teria o mínimo equilíbrio. Os
ETs explicaram-me, detalhadamente e com ilustrações, que os habitantes do nosso
planeta formam um conjunto interligado entre si e interdependentemente.
Em outras
palavras, várias partes dependem uma da outra para a formação energética da
vida. Nós, seres humanos, temos ligações e dependência com a terra, a água, os
animais, os vegetais, o Sol, a Lua e as estrelas. Apenas um exemplo fácil de
compreender: “O ar é respirado pelo aparelho próprio que existe em todos os
seres viventes e terrestres”.
Como são os
povos que habitam milhares de planetas? Boa pergunta, disserem os
extraterrestres. Aceitei o elogio com certo ufanismo e anotei a resposta: em
cada setor um tipo de evolução, uma fase. “Existem os que estão milhares de
anos-luz à frente dos humanos, como existem os que têm classificação inferior”,
uma voz explicou. É preciso saber que em cada lugar há uma característica
filosófica, um objeto determinado”.
Daquela altura
incalculável via o nosso planeta azul, pequeno, brilhante e belo. Falavam
pausadamente e, repito, as falas fluíam de paredes, tetos, portas, janelas,
enfim de todos os cantos: “A Terra não é um planeta velho, diria mediano”,
explicou um ET, de forma clara e inquestionável.
E continuou: “A
vida nesse planeta é considerada muito atrasada, embora existam milhões de
vidas inferiores também. Vocês usufruem e praticam um modo muito rudimentar de
comportamento, em todos os sentidos”. Fiquei cada vez mais interessado,
enquanto a nave parecia parada, ou girando calmamente acima da atmosfera
terrestre.
Abro um parágrafo
para dizer que tive saudade, naquele momento, de inúmeros amigos que vivem aqui
nessa bolha louca e sem nenhuma seriedade e, sequer, responsabilidade. Desejei
ardentemente que estivessem comigo naquela viagem que parecia de sonhos, A, B,
C, D, enfim, aqueles seres que vivem a questionar e se mostram ávidos por
respostas firmes e concretas.
Fecho o
parágrafo e volto ao convívio da tripulação de outros mundos para mostrar a
minha curiosidade: de onde são vocês? Por que se interessaram por mim? Como
classificam a nossa filosofia de vida? As duas primeiras questões foram
ignoradas; a terceira consideraram, a exemplo da colocação inicial, outra boa
pergunta. E vinha a resposta taxativa: “A matéria é a principal figura de seu
mundo. Podemos representá-la pelo dinheiro. Na Terra, o deus se chama notas de
cinquenta, cem, duzentos reais.
“Os sentimentos
são cem por cento materiais, o apego a esse aspecto ultrapassa as raias da
racionalidade. Veem que a matéria não tem valor, mas choram quando morre
alguém, derramam lágrimas quando se perde um amor, emocionam por motivos
mesquinhos, são apegos idiotas. Tudo gira em torno de valores materiais, as
leis, a justiça, a polícia, a política, o meio ambiente, tudo, absolutamente
tudo”.
As informações sobre nós, terrestres, não eram novidade, sempre as
repito em meus rabiscos. Mas, ao retornar para o meu planeta, minha cidade,
minha cama e meu travesseiro, fiz questão de determinar que vou repetir e, ao
mesmo tempo, gravar a frase “O nada não existe”. E insisto: é a mais besta
invenção do vocabulário humano.
O astronauta estadunidense Ron Garan, após passar 178 dias na
Estação Espacial Internacional, compartilhou uma perspectiva sobre a vida na
Terra que o levou a refletir sobre a "grande mentira" que a
humanidade estaria vivendo. Observou que a visão fragmentada da realidade, onde
a economia é priorizada em detrimento do planeta e da sociedade, é uma ilusão.
Argumenta, em entrevistas e no próprio livro, que a interconexão
entre todos os elementos da Terra é clara se observada do espaço, e que a
desconexão humana com o meio ambiente é a raiz milhares de dramas humanos. Seu
trabalho, publicado originalmente em Inglês, já percorre o mundo e nos faz
entender que somos uns por enquanto babacas.
José Sana
16/4/2026
Fotos: Divulgação
P.S.: Texto publicado em 14/03/2009, quando o autor não conhecia,
ainda, as revelações bombásticas de Ron Garan
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