HISTÓRIA DO SÃO SEBASTIÃO FUTEBOL CLUBE (2)

 



De pé, da esquerda para a direita: Godofredo, Neide, Iraci, Nitinho, Nilson (Lega), Expedito, Ari Moura, João Moura; agachados, no mesmo sentido: Salvador, Odilon, Zé Afrânio, Líbio e Almir (foto de 1957 (Destas de Setembro)



E chegamos ao capítulo 2 ou da “Era Líbio Sana”, que tinha engrenado o tempo do Íris Futebol Clube e passado para o novo clube S.S.F.C.


A época foi fantástica, mas o campo, doado por Godofredo Cândido de Almeida, tinha sérios defeitos, isso é um monte de cascalho em um ângulo elevado da ponta direita de quem está de frente para a cidade vizinha, Santo Antônio do Rio Abaixo. Esse tempo, que durou mais de dez anos, só trouxe uma vantagem para o São Sebastião Futebol Clube: quando a equipe jogava fora, num campo regular, ficava à vontade para golear.

 

NOMES DESTACADOS

 

Já falamos de Zé Vaqueiro, que fechava o gol (e exigia não leite condensado, mas rapadura, corrige Tarcísio de Moura Moraes). Faltou lembrar de Ary do Zé Vitório, Elson seu irmão e de Almir que integrava a equipe vez por outra. José Gonçalves, ou Dr. Madureira, um verdadeiro “corisco”, era veloz, resolvia a puxava a arrancada no rumo da ponta esquerda. Welington, que fazia “pontes memoráveis. Filho de são-sebastianenses, saía de Belo Horizonte para defender o clube.

 

Além desses, havia a turma de Dona Naguita, que chefiava o Correios na época. Mesmo depois de sua mudança para Belo Horizonte, os rapazes filhos dela, continuaram prestigiando a cidade e se despontavam    na cultura, na fé religiosa e no futebol: Raimundo (Nozinho), Divino e Sebastião.

 

UMA NOVA SAFRA

 

A família de Pedro Henrique Ferreira (Nhanhá) aparece como de tradicionalíssimo destaque. Começando por Iraci, passando por Odilon, Neide e Zé Afrânio e, mais tarde Ernane, o time tornou-se imbatível praticamente. Cada um tem a sua história interessante. Por exemplo, Zé Afrânio deixava o povo em suspense com a pergunta: “Zé Afrânio vem”? Ele chegava e eu ia ao seu encalço? “Você tá bem? Tem treinado?” etc. etc. etc.e ele sorria, só se divertia com meus questionamentos. Na hora do jogo, “matava a pau”, como dizia o inesquecível Zé Longuinho, de grata lembrança em nossa torcida.

 

Vem mais gente por aí, aguardem e se perguntam “E história dos jogos”. Vai ficando para depois. Líbio catalogou até o número 50. Eram nossos adversários frequentes o Santo Antônio, Real de Morro do Pilar, Santa Maria, Ferros, Aymoré de Ferros, Borba Gato, equipes de Itabira e outros times.

As nossas amizades se estendiam para Aristone (Passabém), Inhô do Tanito (Santo Antônio), Faria (Brejaúba), Betinho (Conceição do Mato Dentro), Branco (Morro do Pilar) e outras personalidades.

 

Voltando à família do Nhanhá, vale acrescentar que Neide não se adaptou como goleiro. Resolveu ser centroavante e se tornou imbatível artilheiro.

 

(Continua na próxima edição. Aguardo mais informações de internautas)

 

José Sana

Foto Arquivo

08/06/2026

 

 

 

 

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