O EXTERMINADOR DO FUTURO (1)

 



O futuro não existe. Nem o passado. O presente já era

 

Como cidade, Itabira existe desde 7 de outubro de 1833. Como povoado, temos vida há mais de 300 anos. O itabirano escreve tudo errado sobre esse detalhe porque é um exímio preguiçoso. Alguns prefeitos só entram na vida pública para ser donos do poder, muito atrativo e faz a pessoa ser mais egoísta e vaidosa. Tenho uma prova gravada de um atual secretário do atual governo municipal que disse exatamente o seguinte quando foi nomeado pela primeira fez: “Aceitei ser secretário apenas para pegar mulher”. Está claro, na íntegra, e com mais detalhes. Se bobear, dou nome ao boi.

Itabira é uma vergonha mostrada por grande parte de seus habitantes. Eu digo isso porque sei das coisas e não preciso mais de votos. Quem vive de votos é um autêntico ‘rabo preso’. Eu já fui rabo preso, mas a glória de chegar aos 80 anos com a mente sadia, permite-me escrever o que quero, ou posso.

Disse na abertura deste que o futuro não existe. Por que não há? — questiona um curiboca qualquer. Porque o Exterminador do Futuro apareceu, ele veio para agir. Ao ver o seu nome puxando a estampa deste, quem sabe, livro que vai empurrar a carapuça até nos pescoços. Vou provar, nas páginas seguintes quem é este malfadado senhor, como foi sua antecedência, como chegou e como estava se preparando. Vou provar também que, por trás dele existe uma figura feminina, mandona, filiada ao PSOL, partido dos mais que comunistas.

Também está na pauta que o porquê de tudo será explicado e provado. Tudo o que declarar aqui fica dentro do não poderia faltar: o que vem por aí porque ainda não chegou, o danado do futuro. Sabendo que esse não existe, é exigência que explique o passado. Tal tempo verbal ou não dói, mas os curibocas vão procurar jogar tudo no esquecimento. Daí a certeza de não existir  mais. Como prova, dia deste lembrei a um bizarro fulano de tal as palhaçadas que ele fez em tempos  não tão velhos transcorridos. Sabe a saída dele que tive que engolir como um sapo de pernas abertas? “Isso já virou lenda”. Fim, o passado se danou.

Resta o presente. Mas que presente é esse se as palavras rabiscadas no início deste protocolo de afirmativas já viraram passado, o mais esquecido, porque é assim que começa o Alzheimer? Por isso, logo no princípio de um trabalho sério, digo que estamos não sabemos onde estamos. Mas, eis uma luz no fim do túnel: a existência do Exterminador do Futuro garante que vai a Vale dando adeus e ficamos nós, os calhordas verdadeiros bastardos. Precisamos mudar e encarapuçar o itabirano frouxa.

(Continua. Não perca o segundo capítulo. Nomes graúdos vão aparecer. Este texto será transcrito para a língua francesa. Em breve, a inglesa também.)

José Sana (Ghostwriter de Zé do Burro)

Imagem: redes sociais

Em 19/12/2025


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