CHEGOU A HORA DE ACABAR COM A TORCIDA? ENTÃO, VENDAM HULK
Ele vai ao campo de futebol e, já pensou, ainda não
sabe se um jogador que mais a torcida ama no momento pode ir para um rival. Será
que o Clube Atlético Mineiro não tem pena de senhor que em cuja casa faltam leite,
itens da cesta básica e dinheiro para pagar a claridade? Será que os homens e
mulheres que se sentam à mesa não sabem que estão decidindo o futuro de um
clube tradicional, criado no início do século XX? Alguém à mesa com os que
deveriam ser representantes da torcida não sabem que só de cem em cem anos
nasce um Givanildo Vieira de Souza?
Inventaram a tal de SAF, que já possui existência
própria, ou seja, dispensa ser chamada de Sociedade Anônima do Futebol. Quando
o time perde, a SAF vira sinônimo de “safados”, dizem nos botecos e esquinas os
que chegam alcoolizados. O sócio majoritário é quem manda mais, ou manda tudo.
Por dirigir um clube-empresa, não quer prejuízo, ou não conhecem o jogo de
xadrez. Daí chegamos ao atual momento do grande craque de bola que há quatro
anos (2021 a 2005) marcou seu tempo diferenciado: amor, dedicação,
personalidade firme, camisa por dentro e por fora. É esse que importa agora.
E ele chegou ao clube meio desacreditado, precisou de uns meses para voltar ao que era. Marcou 135 gols, atingiu
a marca dos 500 em sua carreira e fez o mais difícil que foi conquistar a
torcida. Se alguém hoje falar mal dele, pode dar-lhe uma resposta: esse é
cruzeirense.
Quantas vezes uma bola foi colocada quase no meio de
campo e ele, derramando parece que sangue no lugar de suor, desferiu um canhão
para enfiar a bola no fundo do barbante. O Galo já teve grandes craques e nem
vou citar mais, contei em crônica anterior. Despertaram-se vários
contestadores, mas ninguém apontou quem ainda está na ativa junto dele.
Perdemos muitos e tivemos, de verdade, grandes nomes, acabamos de perder Arana.
Não posso desejar que levem o Hulk agora. Ele, aos 39
anos que parecem 19, vai desejar começar do zero e conquistar outra torcida? E
tem mais: detesto quando tiram um atleta do Galo e logo ele se encarna na “lei
do ex”. Exemplo: eu torcia firmemente para o doido do Deyverson. Ele ficou uns
tempos no Galo e não ajudou em nada. Foi para o Fortaleza e, imediatamente, fez
3 gols no nosso alvinegro. Por quê? Repito: a “lei do ex”, que persegue o time
desde 1908,
Imaginar que Hulk possa fazer tantos gols no Atlético
numa simples pelada tira-nos o sono em muitas e muitas noites. Sabem o que
prefiro? Que Givanildo se aposente no Galo, que seja o nosso símbolo imortal e
que se eternize numa estátua maior. Ele já é o super herói, já vez a sua parte,
agora vai embora? E os sentimentos, e as batidas do coração, e o carinho que
vai também?
Que não pare desta chuva. Que as torcidas rivais “batam
pembas” e que milhões de atleticanos
gritem: “Hulk Paraíba, nós gostamos de você!”
José Sana
6 de janeiro de 2026
Foto: Redes Sociais
PS: Se Kafunga aqui estivesse, neste clima de incerteza sobre um grande craque que só nasce de cem em cem anos, diria: "Aqui o errado é o certo e vice-versa".
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