LÍBIO 100

 


“O que pensam ou dizem de mim não é da minha conta”. 





Hoje é 7 de julho de 1926. Nasce em Ouro Preto (MG) Líbio Sana. Filho de Seraphim Sanna e Maria Magno Sana. Aos 18 anos, servidor do Exército Brasileiro (na foto de 1945 com 19 anos), ao lado do irmão Alfeu Sana (14), viúvo, morador de Morro do Pilar (MG). Seus irmãos eram ou são Itália (in memoriam), Magda (in memoriam) Alfeu, Gino (in memoriam) Alina (in memoriam), Seraphim (Lilito) e Maria das Mercês.

 

Era casado com Maria Efigênia Sana (Didi/in memoriam) com quem era pai de: Marcos (in memoriam), Míriam, Cleyd, Maria Inês, Afra Regina, Humberto, Ângela, Sérgio, Maria Antônia, Jairo (in memoriam). Aposentou-se como “carteiro dos Correios, depois agente da mesma instituição.

 

De Ouro Preto foi para Belo Horizonte, onde serviu o Exército, seguindo os passos do pai, que chegou ao cargo de sargento.

 

EM SÃO SEBASTIÃO DO RIO PRETO

 

Líbio chegou a São Sebastião aos 19 anos e tornou-se ajudante da loja do cunhado Sebastião Cândido Ferreira de Almeida (Tãozinho/cunhado) e do pai (Seraphim). Jogava futebol e muito bem. Herdou do pai, também o “chute mortal”, que quase mata um goleiro em Santo Antônio do Rio Abaixo numa partida em que o São Sebastião F.C. venceu de 6 a 2.

 

Sua relação com este autor foi citada no livro “O eco da superação”, da página 60 à 64. Contei parte de nossas vidas: além de seu sobrinho, (o primeiro de uma listagem “incontável), fui, com Mercês, padrinho de sua quarta filha, Maria Inês (compadre dele); seu afilhado de crisma; parceiro em campo de futebol (jogamos juntos em mais de dez anos) e amigos inseparáveis, além de ter sido cuidado (levado a médicos) por muitos anos, graças à sua bondade e afinidade.

 

Ele nos deixou aos 64 anos. Encaixa-se plenamente na luta contra a surdez, tema de meu livro, com plena igualdade: escondíamos a deficiência durante a vida inteira dele. Ele me deu um senhor conselho, que sustenta o fato da história íntima, de autoria do ator de País de Gales, Sir Philip Anthony Hopkins, hoje com 88: “O que pensam ou dizem de mim não é da minha conta”.

 

Não deixando que caia uma lágrima de meus já surrados olhos, além dos ouvidos, faço uma prece a Deus por  ele, lembrando que sofrer faz parte da raça e escolha humana.

José Sana

Data: 7/7/2026

Foto: Álbum da Família


 



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