VAMOS ELEGER DEPUTADOS VERDADEIROS "CACARECOS"?

 



                                                        
Cava do Cauê, a maior do mundo

Foto do arquivo de O TREM


Itabiranos não querem mais praças, buracos, seca, crateras, cavas, nem planejam transformar suas vias em “cidade fantasma”



Itabira elegerá deputados em 2026? Resposta de parte do povo: não! Observação: é hora de abrir os olhos. Tal negativa, dada a este site/blog, não é resultado de pesquisa, ainda bem. Mas se trata de  uma simples enquete que serve como alerta O questionamento retumba a palavra de quase 400 pessoas consultadas nos 31 dias de julho passado, por telefone.

A pergunta feita a quem atendeu o pedido de opinião: “Você acredita que Itabira elegerá dois deputados — federal e estadual — em 4 de outubro deste ano?” Alguns entrevistados deram mais opiniões. A maioria disse que o grande medo que a aflige chama-se “cidade fantasma”. Houve desabafos. Impublicáveis.

 

FELICIANO PENA

 

O primeiro deputado federal votado e eleito em Itabira chamava-se  Feliciano Augusto de Oliveira Pena nos anos 1940. Antes, na década anterior, Dr. José de Grisolia elegeu-se a federal também, mas Getúlio Vargas fechou o Congresso (gente, cuidado com essa manobra!).  O filho dele, Daniel Jardim de Grisolia,  chegou a ocupar uma vaga de deputado estadual, mas sua ambição era itabirana apenas.

 

TEMPOS MODERNOS

 

Depois de uma série de tentativas, chegou a vez de Itabira, com a única solução moderna que deu certo:  Olímpio Pires Guerra, do PDT, candidatou-se a deputado federal, em 1997, e Luiz Menezes, deputado estadual, no mesmo pleito. Li Guerra obteve 42.711 e Luiz Menezes (PHS) 22.529. Ambos elegeram-se praticamente sob as bênçãos de uma comissão apartidária que conscientizou o povo e o fez  acreditar nos preferidos apontados em pesquisa.

 

Atenção: a chave esta virada para esse modo. Por que não tentam? Ah, cadê Dom Mário Gurgel? Cadê Li Guerra? Cadê Luiz Menezes e outros mais que se foram. Cadê Zé Nova Era para escrever no “O Passarela” sua simples mas incomodante crônica: “Se eu fosse vereador”.

 

NOMES EM DESTAQUE

 

Os entrevistadores conseguiram contatar  326 pessoas. Se 196 eleitores itabiranos não acreditam em eleição de deputados, nem estadual, nem federal, há muito o que ser feito antes de tocar o bonde para frente. O destaque que se pode conferir é que tivemos e apresentamos a ideia de ouvir pelo menos 800 cidadãos maiores de 16 anos.  Na lista  ao pé da página estão os nomes apontados como de preferência, além dos indecisos  e dos que xingaram os entrevistadores. São 166 os que sonham com eleitos e torcem por eles. Não poderíamos acionar cada um e resolver a questão assim sintetizada: que se apresentem os dotados de espírito público.

 

O leitor destas linhas deve ter entendido que não houve separação entre os cargos na menção dos candidatos. O entrevistado dizia apenas “deputado”. O entrevistador não podia sugerir, induzir, assim fugiria ao propósito daquele momento. Ficou, então, para o próximo levantamento. No princípio, sim, mas, considerando que havia ainda dúvida da reportagem e, por ser espontânea a manifestação de cada entrevistado, ainda não houve separação de candidato a federal ou deputado estadual.

Outra observação:, invalidariam  as citações, como João Izael, Ronaldo Magalhães e Didi do Caldo de Cana que ainda, ou não se declararão pretendentes à Assembleia Legislativa e/ou à Câmara Federal.

Eis os bem-amados que, certamente, iniciarão a campanha eleitoral com suas propostas.

 

Bernardo Mucida                    62

Luiz Carlos de \Ipoema           33

Gustavo Santana                     21

João Izael                                19

Ronaldo Magalhães                 12

Cibele Machado                      12

Didi do Caldo de Cana              7

Indecisos declarados                  18

Xingaram os entrevistadores    54

                                     

NOTA DA REDAÇÃO

 

A responsabilidade do itabirano, tanto dos que pretendem ser candidatos  quanto dos eleitores, é redobrada neste ano por ser eleitoral. Itabira está à beira de uma crise sem precedentes com a saída da empresa mono industrial e até agora o que se fala é muito pouco para cobrir em matéria de desastre algo maior que a Cava do Cauê. O que é pior: o governo municipal nunca  faz e pensa que faz a vontade e a necessidade dos mais de 120 mil itabiranos.

 

A ideia da “cidade fantasma”, preconizada pela loucura de um grupo de forasteiros que invadiu Itabira não deu certo, todos podem ver aí. A cidade abandonada, aos pedaços, imprópria para velhos, mulheres e crianças, tanto no meio das pistas quanto nos passeios. Falam sobre sonhos de praças e o itabirano precisa garantir o seu futuro. Por isso é preciso eleger deputados de verdade e não o modelo “cacareco”. Aprender com quem já sabe, apoiando o que já fez.


Marco Antônio dormindo e sonhando com milhares de 

praças (criação do Diário)


Quanto ao prefeito de Itabira, ele próprio declarou, em praça pública, solenemente, que o seu sonho real é construir uma praça em cada bairro. Só este ano ele tem à sua disposição, além do marketing infernal importado, R$ 1,2 bilhão em orçamento. Dentro em breve o cidadão daqui do Mato Dentro terá bancos para se assentar e fugir do emprego que claramente não terá. Fim de papo.

 

A nossa sugestão agora seria promover uma comissão apartidária com base em pesquisas. Quem ama Itabira pode recomeçar a vida entendendo o quanto de golpes a cidade já sofreu até agora. Vergonha na cara faz bem à consciência


Notícias JAS

05/08/2023

 

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